O mercado financeiro não ficou imune à crise sanitária e econômica que atingiu o mundo em 2020. Testemunhamos, no começo do ano, recordes de quedas nas bolsas de valores ao redor do mundo. Muitos investidores, desesperados em se proteger, venderam apressadamente suas aplicações, aprofundando ainda mais a crise no mercado de ações. Acontecimento comumente conhecido como efeito manada.

Este tipo de cenário gera preocupações aos investidores, que ficam sem saber como agir em situações de insegurança econômica. 

Para aqueles que aplicam renda no mercado financeiro, existem algumas dúvidas constantes. Quais são os melhores investimentos em tempos de crise ou quais ações são mais seguras para fazer aplicações são alguns exemplos. 

Apesar de o mercado já dar sinais de recuperação, com a queda do dólar e a alta da bolsa de valores a patamares quase pré-crise, o momento ainda está marcado pela sensação de instabilidade. Sem previsão exata  do fim da pandemia, a prudência ainda parece estar na ordem do dia. 

Mas, para o investidor estar preparado, momentos de crise também revelam oportunidades de investimento. Assim, não é preciso suspender todas as suas aplicações até o retorno da estabilidade. Se você quer encontrar boas oportunidades para aumentar seus rendimentos em tempos difíceis, siga a leitura e aprenda boas práticas de investimento!

Os Melhores Investimentos em Tempo de Crise

Renda Fixa de alta liquidez – A reserva de emergência

Em situações de instabilidade econômica, é essencial para todo investidor priorizar a formação e manutenção de uma reserva de emergência. Devido a imprevisibilidade que carregam os momentos de crise, nunca é demais estar preparado.

Para isso, planejadores financeiros estabelecem que a reserva de emergência deve possuir um intervalo de 3 a 12 meses de despesas guardadas. Com isso, é possível ter uma rede de segurança em situação de desemprego, acidente ou sinistro. 

Este tipo de renda deve ter a possibilidade de um resgate em curto período de tempo, sem demais complicações. 

As melhores opções de investimento para a reserva de emergência são aplicações de alta liquidez e com baixo risco. É o caso de investimentos como Tesouro Selic, CDBs e fundos DI, pois, além de serem aplicações seguras, possuem liquidez diária. 

A alternativa mais popular no Brasil para esse tipo de renda é a Caderneta de Poupança. Esse produto financeiro possui liquidez diária, rendimento mensal e ainda é coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). 

Com o novo corte na taxa de juros Selic para 2,25% ao ano, o rendimento da poupança está em seu menor patamar, de 1,575% ao ano. Isso a torna uma opção pouco atrativa quando equiparada às outras. 

Com uma parcela da renda já voltada à reserva de emergência, outros produtos financeiros podem ser ponderados para escolher a melhor forma de investimento em tempos de crise.

Renda Fixa de longo prazo

Apesar da queda da Selic, que diminui a rentabilidade dos investimentos de renda fixa, esta opção ainda se apresenta como viável. São indicadas especialmente para quem possui perfil de investimento mais conservador e busca retorno a longo prazo. 

Se a sua maior preocupação é não perder patrimônio e ter rendimento estável, este pode ser o melhor tipo de investimento para você. São aplicações com baixo risco e taxas de rendimento sensíveis, contudo, para se ter o retorno exato do contrato, o investimento deverá ser carregado até a data de seu vencimento. Caso queira antecipar o resgate, a rentabilidade da aplicação estará sujeita às condições do mercado no momento da operação. 

Aqui podemos indicar, por exemplo, Títulos Públicos prefixados e mistos, LCI e LCA e debêntures.

Títulos Públicos Prefixados e Mistos

São papéis da dívida com emissão do governo federal para financiar atividades do Estado. No caso dos títulos prefixados, o valor da rentabilidade é firmado na compra do título. 

Na modalidade mista ou híbrida, como no Tesouro IPCA, a rentabilidade é corrigida por um indexador (neste exemplo o IPCA) juntamente com uma taxa adicional contratada no dia da compra. 

Ambas são aplicações de longo prazo, ou seja, é preciso esperar o vencimento para obter o retorno contratado. Caso deseje antecipar o resgate, a rentabilidade estará sujeita às condições de mercado no momento da operação. 

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário e a Letra de Crédito do Agronegócio têm como finalidade financiar operações de crédito imobiliário e agropecuário. São aplicações de longo prazo, que contam com o atrativo da cobertura pelo FGC.

Debêntures

São títulos de dívida emitidos por empresas S/A não financeiras de capital aberto ou fechado. É a aplicação menos segura da renda fixa. Por não ser coberta pelo FGC, pode ter o “risco de crédito”, que é a possibilidade da empresa emissora não honrar os compromissos com os investidores. 

Mas, justamente por essa razão, é a aplicação da renda fixa com os maiores retornos. E, se bem estudada, pode ser uma boa alternativa para quem busca alto rendimento no longo prazo com risco controlado. 

Mercado de Ações

Não foi só a bolsa de valores que foi afetada pela crise financeira. Como consequência do impacto da pandemia no consumo, a taxa de juros atingiu seus menores patamares em nível global. A baixa rentabilidade da renda fixa, somada à queda no preço dos ativos, fez com que a renda variável se tornasse mais atrativa para muitos investidores.

Mas é preciso cautela. O período ainda é de fragilidade e a segurança financeira deve ser prioridade. Por isso mesmo, se aventurar como day trader (quem opera nas flutuações diárias da bolsa para tentar ganhar com a diferença) é, no mínimo, irresponsável. 

Para ser feita com segurança, uma virada de investimento em direção a renda variável deve ser realizada com foco no longo prazo.

Para isso, é preciso uma boa leitura das empresas que estão operando na bolsa. No momento de decidir onde aplicar, é importante priorizar companhias com nome no mercado, saudáveis financeiramente, que apresentem lucros e um plano de crescimento sólido. 

Desta forma, você aproveita para investir enquanto as cotações estão baixas, mas com a confiança de que irão se recuperar no futuro. 

Para aqueles que já estavam com parcela dos seus investimentos na renda variável, não é momento de preocupação. Quem fez investimentos de maneira diversificada e bem fundamentada estará seguro no longo prazo. 

Crises são momentâneas, mas, ao longo do tempo, as empresas e a própria bolsa de valores tendem a recuperar suas atividades e voltar a crescer. 

O melhor investimento na crise é aquele com mais suporte

O maior erro que se comete em momentos de crise é mudar radicalmente o perfil de investimento e os objetivos em função das oscilações econômicas. Crises são apenas momentos de instabilidade, historicamente superados tanto por empresas como pelo mercado. Para encontrar os melhores investimentos em tempos de crise, o ideal ainda é estar bem assessorado por um grupo de especialistas do mercado financeiro. Com uma equipe focada nas mudanças de mercado e atenta ao seu perfil particular e objetivo de investimento, é possível alcançar alto rendimento mesmo em períodos de instabilidade.

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Felipe Chad
Autor

Felipe Chad, CFP®, é o sócio fundador do portal Omeupatrimonio.com.br e da 3P Capital. Tem vários anos de experiência em atendimento a clientes de alta renda e private, além de ser líder de equipe de assessores de investimentos há mais de 10 anos.

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