O investimento em renda fixa recebe esta nomeação pois já no momento da aplicação o investidor sabe quais serão as taxas de retorno oferecidas. No mercado financeiro, são aplicações que refletem prudência, segurança e previsibilidade.  

Com as recentes quedas de juros no Brasil, entretanto, a renda fixa tem se tornado menos atrativa. Especialmente em 2020, quando a taxa Selic atingiu 2,25%, é comum ter dúvidas sobre os benefícios dessa forma de aplicação, e, além disso, quais seriam as melhores opções oferecidas no mercado. 

Contudo, mesmo com a rentabilidade comprometida, os investimentos em renda fixa continuam indispensáveis para estratégias de variados perfis de investidores. 

Essa modalidade cumpre não só a função de alcançar lucros, mas também apresenta outras finalidades, como: reserva de emergência, mitigar riscos, diversificar a carteira, fornecer previsibilidade no investimento, entre outros.

Ficou interessado nesta modalidade? Siga a leitura e descubra as melhores opções para escolher um investimento em renda fixa

Renda Fixa: qual a opção mais indicada?

Independentemente do perfil de investidor, mais conservador ou mais arrojado, uma parte da carteira de investimento deve estar destinada à renda fixa. Nesta modalidade, existem opções para diferentes objetivos. Desse modo, a qualidade do investimento dependerá do tipo de investidor, seu objetivo e situação financeira. 

Para isso, é preciso entender como funciona e para que servem as diferentes alternativas de investimento em renda fixa. Confira abaixo:

CDB – Certificado de Depósito Bancário.

É um dos tipos de investimentos de renda fixa mais conhecidos. Os CDBs são títulos emitidos por bancos, com a finalidade de captar dinheiro em troca de uma taxa de rentabilidade definida no momento da compra. 

CDBs se dividem em três categorias: pré-fixada, pós-fixada ou híbrida. Isso significa que este investimento pode ter tanto uma taxa de rentabilidade fixa, atrelada a indexadores econômicos, como um misto de ambos. Além disso, este tipo de aplicação conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Indicado para: Diversificação de portfólio, por serem seguros e oferecerem diferentes opções de liquidez; e formação de reserva de emergência, através das opções que possibilitam saque rápido sem penalidade no rendimento.

Debêntures

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas S/A – não financeiras de capital aberto ou fechado – para que possam captar recursos financeiros no mercado, ao invés de recorrer aos empréstimos bancários. Portanto, ao adquirir uma debênture de uma empresa, o investidor se torna credor da empresa emitente. 

Assim, a empresa toma o dinheiro emprestado com a promessa de retorno com juro fixado. Esta é a opção mais arriscada – mas ainda assim controlada – de investimento da renda fixa. Por tal razão, tende a apresentar taxas de rentabilidade mais altas. Não há garantia do FGC.

Indicado para: Investidores de perfil mais agressivo e que buscam maior rentabilidade na renda fixa. 

LCI/LCA – Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio

São Títulos emitidos com objetivo de financiar operações do mercado agropecuário e imobiliário. Recebem a cobertura do FGC e são isentos de imposto de renda. Além disso, necessitam de alto capital para investir e possuem baixa liquidez.

Indicado para: Investidores de perfil mais conservador que buscam investimentos de longo prazo.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic (antes chamado de Tesouro Direto) é um título público de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional. Ser de propriedade do Governo Federal faz com que o risco desse tipo de aplicação seja muito baixo

O tesouro possui diferentes opções de títulos, com vencimentos de médio e longo prazos, além de 3 modalidades de remuneração, podendo ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. 

Indicado para: Todos tipos de investidores, por ser a aplicação mais segura, mas em especial para os conservadores. 

Fundos de Investimento de renda fixa

Fundos de investimento são uma forma simples para investir em uma carteira composta por diversos produtos. Na prática, você aplica parte da sua renda na compra de cotas (as menores partes de um fundo). Essas cotas serão aplicadas através de investimentos internos arrojados para a realização de alguma estratégia do gestor do fundo.

É uma forma de diversificar seu investimento, pois através deste fundo é possível ter acesso a diversos produtos em uma aplicação, que será monitorada por gestores profissionais. Vale destacar, ainda, que esta modalidade não é assegurada pelo FGC.

Indicado para: Quem estiver começando a investir ou buscando diversificar a carteira.

Renda Fixa: Vale a pena investir?

O investimento em renda fixa sempre estará presente na carteira dos mais diversos tipos de investidores, isso em razão da sua diversidade de produtos e capacidade de oferecer segurança ao investidor.

É importante pontuar que, apesar da queda da Selic, a rentabilidade dos títulos públicos emitidos no país ainda é uma das mais altas do mundo.

Para encontrar o melhor investimento em renda fixa para você, estar acompanhado de uma assessoria especializada é a melhor opção. Com o auxílio de profissionais qualificados, é possível ter acesso aos produtos financeiros que estejam mais alinhados ao seu perfil de investidor, seus objetivos e sua situação financeira. Desta forma, é possível garantir segurança e alto rendimento em suas aplicações.

Felipe Chad
Autor

Felipe Chad, CFP®, é o sócio fundador do portal Omeupatrimonio.com.br e da 3P Capital. Tem vários anos de experiência em atendimento a clientes de alta renda e private, além de ser líder de equipe de assessores de investimentos há mais de 10 anos.

Escreva um comentário

Open chat
1
Posso te ajudar?
Olá, podemos te ajudar?