Por Matheus Monteiro.

Alugar ou comprar imóvel? Eis a questão.

Em determinadas estações da vida devemos tomar decisões importantes e muitos se perguntam, sobre o que se deve fazer entre comprar ou alugar. Nossa cultura possui o sonho da casa própria, comprovamos isso, pelo fato do programa do governo se chamar: Minha Casa Minha VIDA, atribuindo a existência da pessoa ao bem.

O objetivo máximo de parte das pessoas é a conquista da “casinha”, que “é minha e está ou estará paga”. Cogitar possibilidades diferentes de se ter um imóvel às vezes soa ofensivo, arriscado e pagar aluguel é sempre uma grande burrice.
Ao mesmo tempo, temos defensores convictos do oposto: “alugar é melhor com certeza”.

Mas e aí, qual a verdade? Quem está certo? A resposta é simples: depende.


De acordo com a forma que se adquire o imóvel ou aluga, podemos relacionar lucro ou prejuízo na negociação. Não é uma verdade absoluta, nem um padrão e o que há de comum nessas situações é o fato de que existe necessidade real de conhecer em que condições o bem será adquirido ou alugado.
Exemplo: se você possuir R$ 500,000 e investir a 7% ao ano, líquido, receberá R$ 35,000 nos primeiros dozes meses. E o valor pago for de R$ 2,000 reais ao mês, ao final de um ano, sobram R$ 11,000 reais de lucro, pagando aluguel.
Agora, utilizando-se da mesma situação, porém imóvel está em uma localização em desenvolvimento e irá se valorizar 10% nesse ano, será melhor comprar o imóvel e ver os
R$ 50,000 sendo adicionados ao valor do bem.

Poderíamos citar aqui situações onde os recursos seriam destinados a fundos imobiliários, perceber que o seu aluguel está barato em relação ao valor da casa e o conforto que ela traz, usar o FGTS como oportunidade, conseguir crédito bancário com taxas baixas, aderir ao programa do governo Minha Casa Minha Vida, enfim, cada uma das circunstâncias devem ser analisadas quando estão disponíveis para nossa realidade, conhecer as condições do negócio que irá ser fechado é fundamental, para não perder oportunidades e se arrepender por uma escolha menos lucrativa.

Sendo assim, se o imóvel for um passivo(gera despesas) e poderia render mais aplicando o valor do bem em outro opção, faça isso. Agora se o bem for um ativo (gera ou irá gerar renda), financie, compre e permaneça com ele. Em resumo, concluímos que existe necessidade de atenção e análise profunda, na hora de tomar tamanha decisão, afinal são recursos em jogo.

Abaixo segue o link da calculadora da Urbe.me que simula a operação de compra financiada, comparado ao alugar e investir o valor do imóvel em outro lugar, gerando renda. Bom proveito!

https://urbe.me/calculadora

Matheus Monteiro
Autor

Matheus Monteiro, formado em Marketing e pós graduando em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC/InfoMoney. Assessor de investimentos no 3P Capital, escritório credenciado a XP investimentos. Descobriu no mercado financeiro uma paixão e a oportunidade de transformar a vida de muitos ao seu redor.

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