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No dia 9 de março de 2020, a Bolsa de Valores de São Paulo teve um dia histórico. Durante suas operações, houve queda de 12% no índice IBOVESPA, o que deixou todo mercado em alerta.

Os motivos de tamanha desvalorização foram as consequências da epidemia de coronavírus para a economia da China e uma briga política entre Arábia Saudita e Rússia, motivada pelo preço de venda do barril de petróleo.

A queda foi tão grande que jornais de todo o país noticiaram o ocorrido, e muita gente ficou sem entender muito bem como uma doença e um conflito do outro lado do mundo mexem com a economia de um país do tamanho do Brasil.

A resposta está no mercado financeiro e na forma como ele é estruturado na economia global. Entender o mercado e suas regras é fator determinante para tomar as melhores decisões com o seu dinheiro e para direcionar seus investimentos de maneira positiva. 

Neste conteúdo, você vai encontrar tudo o que precisa saber sobre o mercado financeiro. Abordaremos desde sua história até uma análise do atual cenário econômico brasileiro e seus desdobramentos para a situação econômica, seja você um investidor ou não.

Qual é a definição de mercado financeiro?

Em economia, é denominado como mercado financeiro o universo das operações que envolvem a compra e venda de ativos financeiros

São considerados ativos financeiros os valores mobiliários (como as ações de uma empresa), mercadorias, commodities e o câmbio.

Podemos resumir o mercado como o ambiente propício para as operações de investimentos. Nele estão concentrados os compradores e vendedores interessados em comercializar os ativos. 

Essa interação de compra e venda dá origem ao que economistas renomados, como Milton Friedman e Friedrich Hayek (vencedores do Prêmio Nobel de Economia), chamam de economia de mercado.

De acordo com os teóricos do mercado financeiro, uma economia pautada pelas interações e interesses de compra e venda tem mais segurança e transparência para potencializar o crescimento econômico.

A consequência desse crescimento é sentido na sociedade, no desenvolvimento humano e no aumento da qualidade de vida e bem-estar.

O mercado financeiro é dividido em 4 mercados distintos:

1 – Mercado de capitais

Meio de distribuição dos valores mobiliários com objetivo de gerar liquidez aos títulos emitidos pelas empresas. Aqui entram a comercialização das ações, que são a menor parte adquirível de uma empresa. 

2 – Mercado de crédito

Aqui se concentram as atuações das instituições financeiras, como os bancos. Elas prestam serviços oferecendo recursos a curto/médio/longo prazo para quem necessita de dinheiro para execução do consumo ou fomento do capital de giro.

3 – Mercado de câmbio

Segmento que regulamenta a compra e venda de moedas estrangeiras e analisa o valor de uma moeda perante as demais (algo que é resultado de diversas variáveis da economia global).

4 – Mercado monetário

Mercado responsável por concentrar as operações para controle da oferta de moedas e das taxas de juros. Sua abrangência envolve todas as entidades e órgãos financeiros que negociam títulos e valores.

Qual a origem do mercado financeiro no Brasil?

De acordo com historiadores e economistas, a estrutura do mercado financeiro no Brasil pode ser dividida em 4 partes.

A primeira e mais longa abrange desde o fim do período colonial até os primeiros anos da República, mais especificamente até o final da primeira grande guerra.

Na segunda etapa, ocorrida no período entre guerras, houve mudanças significativas na intermediação financeira no Brasil. 

Ocorre neste momento a expansão do sistema de intermediação financeira de curto e médio prazo. Ou seja, instituições como bancos passaram a ser mais presentes na sociedade, atuando como viabilizadores de créditos para pessoas e empresas. 

A terceira fase ocorre entre 1945 e 1964. O período é considerado um momento de transição entre uma estrutura simples de intermediação financeira para algo mais complexo, montado com base nas reformas institucionais de 1964.

A quarta e última fase se inicia após as reformas institucionais de 1964 e dura até os dias de hoje.

E quais foram as principais mudanças ocorridas?

Até os anos 60, os principais meios de investimento no Brasil eram imóveis. Neste momento, a inflação era alta, e a Lei da Usura limitava a taxa de juros a 12% ao ano.

A partir de 64, o Governo Federal começa a atuar para que o Brasil acompanhe as outras economias do mundo, que estavam passando por grandes alterações desde o fim da 2ª Guerra.

Em 1965, saem as primeiras medidas que dão estrutura para o mercado de capitais. Ocorrem mudanças profundas:

  1. Há reforma na legislação da bolsa de valores;
  2. Surgem os bancos de investimentos;
  3. É criado o fundo 157, que possibilita aos contribuintes utilizar parte dos impostos a serem pagos para adquirir cotas de ações de empresas dirigidas por instituições financeiras.

Esse mix de fatos culminou na explosão da Bolsa de Valores, que ocorreu entre 1970 e 1971. Anos mais tarde, no início dos anos 90, o aumento de investimentos estrangeiros no Brasil finalmente coloca o país no mapa econômico mundial.

Quais são os impactos do mercado financeiro para a sociedade?

Podemos resumir o impacto da seguinte forma: o mercado financeiro democratiza o uso de recursos.

Em uma economia bem desenvolvida, os fluxos financeiros precisam ser feitos de forma segura e eficiente entre os agentes econômicos. Esses agentes não são apenas os bancos e o governo, mas todos nós.

Com o mercado financeiro, fica mais fácil realizar investimentos em grandes empreendimentos ou na compra de partes das empresas por meio das ações. Isso significa mais facilidade para que essas empresas obtenham o financiamento necessário para suas operações.

Essa facilidade se traduz em investimento para crescimento ampliando sua atuação, obtendo mais ativos e gerando mais empregos. O fluxo de capital possibilita o desenvolvimento das empresas e das regiões onde elas estão situadas.

Resumindo, o mercado financeiro aquece a economia. Ele dá subsídios para que empresas possam ampliar sua atuação, contribuindo para o crescimento econômico do país. 

E por quê é tão recomendado ter uma carteira de investimentos?

Simples, para que você se torne um agente ainda mais atuante dentro da economia de seu país. Por meio dos investimentos, você contribui para o funcionamento do mercado financeiro que, por sua vez, é pilar do desenvolvimento. 

Seu dinheiro é utilizado para fomentar o sistema, e o benefício que você recebe de volta são reflexos do crescimento econômico e das operações realizadas com esse objetivo.

É a velha máxima de “fazer o dinheiro trabalhar por você”. Apostar no mercado financeiro e construir sua carteira de investimentos é uma forma de contribuir para a economia nacional e, ao mesmo tempo, garantir retorno financeiro com base nessa “aposta” que você fez.

Quais as diferenças entre mercado financeiro e mercado de capitais?

O mercado de capitais faz parte da estrutura financeira de um país. Contudo, ele não representa a totalidade do mercado financeiro, que também é composto pelos mercados de crédito, câmbio e monetário.

Para entender o mercado de capitais, pense primeiramente em quem são os responsáveis por movimentar a economia. Os agentes econômicos são:

  • Consumidores;
  • Investidores;
  • Agentes Governamentais;
  • Empresas.

E qual a semelhança entre um consumidor, um investidor e as empresas? Todos executam, de uma forma ou de outra, movimentações financeiras. 

No caso das empresas, suas movimentações são para criar produtos e serviços, algo que demanda muito investimento. A captação de recursos para executar todos os processos é o ponto crítico.

Muitas vezes, é preciso investir muito dinheiro, e o retorno nem sempre é imediato, e isso significa desequilíbrio no fluxo de caixa e inoperabilidade. 

Se as empresas demandam muito dinheiro para operar e o retorno não é imediato, como obter recursos para se manter em atividade? É aqui que o mercado de capitais começa a operar.

O caminho para obtenção de verba para investimentos passa pela aproximação de quem tem dinheiro, neste caso, as pessoas, de quem precisa, as empresas. As pessoas investem valores e fomentam a atividade empresarial, a empresa executa suas produções, capta recursos e se valoriza no mercado.

Essa valorização é o retorno de quem investe.

E se não houvesse o mercado de capitais? 

Sem o mercado de capitais, as empresas só teriam uma alternativa para obter dinheiro, que seria por meio dos bancos.

Os bancos já executam essa função, contudo, se todas as empresas que hoje operam com capital aberto demandassem recursos vindo dos bancos, as instituições financeiras não teriam lastro para viabilizar as operações entre todas elas. 

Com isso, a economia receberia um imenso pé no freio. Investimentos seriam travados, o fluxo de caixa seria comprometido e, com isso, seria praticamente impossível contar com a iniciativa privada fomentando partes da economia brasileira.

Mesmo o mais ferrenho defensor do intervencionismo sabe que um país não se faz apenas com investimentos públicos. Empresas geram empregos, movimentam economias locais, pagam impostos e investem partes de seus recursos na sociedade.

E tudo isso seria inoperável sem o mercado de capitais, que é a fonte para boa parte dos recursos exigidos pelas empresas para manter suas atividades. 

E como tudo isso funciona?

O mercado de capitais nada mais é do que um sistema com responsabilidade de intermediar as negociações entre as empresas e os investidores.

Mas não se trata de uma operação de crédito, mas sim da comercialização de ativos, dentre eles:

  • Ações;
  • Títulos de dívidas (também conhecidos como debêntures);
  • Commercial Papers.

E todas essas operações são reguladas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que estabelece algumas normas para as empresas participarem do mercado de capitais.

Dentre essas normas encontram-se a necessidade de transparência em suas operações e balanços e a exigência na prestação das informações financeiras. Caso isso seja desrespeitado, a empresa pode ser punida.

Quais são os tipos de ativos comercializados dentro do mercado de capitais?

Como você pode acompanhar até o momento, o mercado de capitais é parte indissociável da estrutura do mercado financeiro, mas não é a sua totalidade.

E dentro do mercado de capitais existem algumas particularidades que também precisam ser exploradas, a primeira delas tangencia a diferença entre os tipos de ativos que são comercializados.

Debêntures

Debêntures são os chamados títulos de dívida de médio e longo prazo. Eles podem ser emitidos por empresas enquadradas como sociedade por ações (S/A) de capital fechado ou aberto. Para fazer ofertas públicas de debêntures, é necessário ser uma companhia aberta e estar devidamente registrada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As debêntures são utilizadas pelas empresas emissoras para:

  • Financiar seus projetos;
  • Ampliar o capital;
  • Ter caixa para expandir a capacidade produtiva;
  • Reestruturação de dívidas.

Tratam-se de ativos que estão ganhando espaço nas carteiras de investimento conforme os valores iniciais para investir estão caindo, se tornando mais acessíveis para os investidores com menor poder aquisitivo.

Para as empresas, a vantagem é contar com dinheiro vindo de uma fonte mais favorável que os empréstimos bancários de curto prazo (menor custo de captação). Para os investidores, o benefício é o bom rendimento e a maior previsibilidade, já que as debêntures são consideradas investimentos de renda fixa.

Ações

Uma ação nada mais é do que a menor fração do capital social de uma empresa. Quando um investidor adquire ações, ele está se tornando um sócio da empresa. Podem comercializar ações as empresas que estão estabelecidas como Sociedades Anônimas. 

Quando uma pessoa se torna parte da sociedade anônima, passa a correr os riscos do negócio, ou seja, ela ganha com a valorização e com os lucros e pode arcar com os prejuízos.

Assim como ocorre com as debêntures, a venda de ações tem como finalidade financiar as atividades da empresa. A diferença reside na forma de participação, já que na aquisição das debêntures o investidor não se torna um acionista.

O valor das ações é definido pelas transações que estão ocorrendo naquele momento e quanto os investidores estão dispostos a pagar. Ou seja, tem que casar o preço de venda definido pelo investidor A com o preço de compra oferecido pelo investidor B. 

Por isso, elas são consideradas investimentos de renda variável. Você pode ganhar muito dinheiro em um único dia ou enfrentar uma grande desvalorização.

O que conduz é o interesse das pessoas em adquirir papéis daquela empresa. Quando há grande interesse, o preço de comercialização sobe, e quando o interesse cai, o valor também diminui. 

Existem diferentes tipos de ações:

Ações ordinárias (ON)

Garante ao investidor direito a voto e participação nas decisões da companhia. Quanto maior a quantidade de Ações Ordinárias, maior seu poder de influência nas decisões corporativas.

Ações preferenciais (PN)

Não dá direito a voto, mas o detentor de uma ação PN tem preferência no momento de receber a distribuição de lucros, pagamento de dividendos e compensações.

Unit

É um ativo composto, por meio do qual é possível negociar diferentes tipos de ações em um mesmo conjunto pelo mesmo código. Por exemplo, pode ser composta por uma ação PN e ON.

Blue Chips

Ações de empresas que têm grande volume de negociações na Bolsa (e maior valor de mercado). São chamadas ações de primeira linha e têm alta liquidez. 

Mid caps

Ações de empresas de médio porte e que se encontram em nível intermediário de negociação. Dependendo da empresa, a liquidez pode ser maior ou menor. Contudo, elas podem apresentar uma valorização superior até mesmo às blue chips. 

Small caps

Ações de empresas com menor capital. A liquidez costuma ser baixa, mas a cotação costuma ser atraente. Elas são mais baratas e, portanto, podem gerar uma boa rentabilidade. 

Mercado de ações é a mesma coisa que mercado de capitais?

Não! O mercado de capitais promove a negociação de instrumentos financeiros. Porém, a compra e venda de ações é focada no mercado de ações. 

A lógica é semelhante à relação entre mercado financeiro e mercado de capitais. Um faz parte do outro, mas não representa a totalidade deste universo.

Quem faz a operação do mercado de ações?

Essa responsabilidade é da Bolsa de Valores. Aqui no Brasil, ela é operada pela B3, antiga BM&FBovespa.

A Bolsa de Valores é o ecossistema onde ocorrem as negociações das ações. Resumidamente, existem 3 etapas na negociação:

1 – Oferta Pública Inicial 

Momento em que as ações de uma empresa são lançadas no mercado de capitais.

2 – Mercado primário

Após a oferta pública inicial, os investidores podem adquirir ações diretamente com a empresa. O dinheiro arrecadado nesta etapa é repassado totalmente à instituição para fomentar suas operações. 

3 – Mercado secundário

As ações adquiridas no mercado primário já podem ser vendidas a qualquer momento. A partir dessa etapa, as ações podem ser negociadas sem atuação direta da empresa. Aqui, o valor das transações de compra e venda é repassado dos compradores para os vendedores. 

Como é calculado o índice da bolsa de valores?

O IBOVESPA é o índice utilizado aqui no Brasil. Ele serve para refletir o comportamento das principais ações que são negociadas na bolsa. Ao acompanhar a cotação diária, se torna viável a análise econômica do Brasil, assim como um diagnóstico das empresas e de suas ações. 

Os pontos do índice são calculados em tempo real. Os resultados são frutos da cotação de cada uma das ações das empresas que representam a maior parte do volume financeiro negociadas na Bolsa. Esse valor é multiplicado pela quantidade (teórica) de ativos que compõem a carteira da bolsa.

Cada ponto equivale a um real. Sendo assim, quando a bolsa atinge 70 mil pontos, isso significa que todos os ativos que compõem a carteira do Ibovespa valem 70 mil reais. 

A economia nacional pós Plano Real

Quem viveu o período anterior à implementação do Plano Real sabe que a inflação descontrolada e a instabilidade econômica fez com que muitas empresas tirassem seu lucro com o overnight.

Essa prática era aplicada da seguinte maneira: as empresas emprestavam o dinheiro da venda de seus produtos para os bancos e recebiam no dia seguinte. Ou seja, era um CDB com prazo de 24 horas.

Em um cenário de inflação crescente e sem controle, o mercado financeiro via o Brasil como um país de alto risco de investimentos. A situação era contrastante com o restante das economias fortalecidas, que apresentavam alta liquidez nos mercados financeiros.

O Plano Real surgiu como forma de controlar a inflação e “liberar” a economia brasileira ao comércio mundial, uma atitude coerente com o contexto de globalização, acentuado no final dos anos 80 e início da década de 90. 

Foram criados mecanismos para estabilização econômica, conhecidas como âncoras cambiais. Com isso, foi gerado um déficit nas transações do Brasil com o exterior, e essa conta seria financiada pelo ingresso de capitais estrangeiros com investimentos diretos, algo que se aproveitava da alta taxa de juros aplicadas por aqui. 

Foi obtida então uma boa liquidez no sistema financeiro. Porém, para reduzir esses níveis, foram aplicadas altas taxas de juros internas. Nos primeiros três anos, a estratégia deu certo, a inflação foi controlada e houve crescimento econômico entre 1994 e 1997. 

O problema maior ocorreu nos anos seguintes, com as altas taxas de juros comprimindo os agentes econômicos, elevando o custo de capital e os níveis de investimento. 

Com isso, isso gerou um alto endividamento externo do Brasil, que necessitou de aportes financeiros de alto valor para regular uma economia que ainda sofria com falta de estabilidade. Em 1996 surge o COPOM, responsável por regular a Taxa Selic no Brasil.

No fim dos anos 90, o mercado de ações entrou em crise. O número de companhias listada na Bovespa caiu de 550, em 1996, para 440, em 2001. O volume negociado também sofreu decréscimo de US$ 191 bilhões, em 1997, para US$ 65 bi em 2001. 

Companhias fecharam capital e quase nenhuma abriu. Neste contexto, a Bovespa criou o Novo Mercado, uma listagem de companhias que se voluntariaram a adotar boas práticas de governança corporativa, a fim de estimular o mercado de capitais por meio de novas IPOs. A prática foi criada para reduzir a insegurança de acionistas minoritários e estimular o mercado especulativo. 

Em 2003, a economia começou a melhorar. Houve um salto na quantidade de ofertas iniciais, e a Bolsa de Valores de São Paulo passou por reformulações, dando origem à BM&FBOVESPA.

Após alguns anos de crescimento econômico acentuado e estabilidade no mercado financeiro, a crise de 2008 gerou novos impactos sobre a economia mundial, derrubando as bolsas e trazendo complicações para a política financeira não só do Brasil como em todo o mundo. O governo passou a injetar liquidez no mercado a fim de evitar um efeito dominó com fechamento de bancos.

O país vinha de um grande momento na economia, especialmente com o superciclo das commodities e a descoberta do pré-sal. O país foi um dos primeiros a sair dos índices de crise, mas a tática para tal conquista surtiu efeitos retardados. 

A grande questão é que o governo seguiu acelerando a economia até 2014, impulsionada, ainda em 2010, pela corrida presidencial. A manutenção de uma política de aceleração econômica, somada aos escândalos políticos da Lava-Jato, iniciaram um período de crise. 

O mercado internacional passa a enxergar o país com desconfiança e começam a surgir os primeiros efeitos da crise que se instalou de vez a partir de 2015 e que ainda tem efeitos em nossa economia. 

Cenário para o investidor e a multiplicação da oferta de produtos financeiros

Qual é o cenário para 2020?

Inicialmente, o cenário econômico deu indícios favoráveis para o mercado financeiro no Brasil. Contudo, a inesperada pandemia do coronavírus trouxe efeitos negativos para a economia global, com perdas previstas em 1 trilhão de dólares.

Juntamente com o vírus, o baixo crescimento econômico do Brasil e a disparada do dólar não estão contribuindo para que os resultados sejam positivos. Assim como outros países do mundo, o Brasil foi obrigado a reduzir a sua taxa de juros, e, com isso, a Taxa Selic bateu o menor valor desde sua criação em 1995.

Essa junção de economia enfraquecida, redução da economia global com base no coronavírus e a queda de braço entre países produtores de petróleo está desenhando um cenário bastante volátil. 

Contudo, vale ressaltar que a volatilidade não é um indicativo implacável de perdas para investidores e ainda é muito cedo para determinar qual vai ser o cenário encarado pelo investidor brasileiro.

A multiplicação da oferta de produtos financeiros

Nos últimos anos, mesmo perante algumas instabilidades econômicas ao mercado financeiro, o número de produtos financeiros disponíveis e o interesse das pessoas pelos investimentos aumentou bastante.

Muita gente passou a enxergar investimentos como algo além de uma simples poupança, até pelo fato de que esse tipo de aplicação está rendendo abaixo da inflação e, há alguns anos, os índices não são nada positivos.

Com isso, especialmente entre os investidores com menos experiência, abriu-se novas possibilidades para as aplicações. As pessoas descobriram investimentos como:

  • CDB;
  • Debêntures;
  • Títulos Públicos;
  • Ações.

Além dessa ampliação do conhecimento sobre o mercado financeiro e as formas de investimento (algo muito motivado pela internet e sua ampla gama de conteúdos sobre o tema), surgiram empresas especializadas na assessoria dos investimentos, como é o caso da 3P, um escritório vinculado à XP Investimentos. .

A assessoria de investimentos surge como forma de tranquilizar os novos (e também os mais experientes) investidores a escolher as melhores opções do mercado, fazendo com que suas aplicações fossem positivas, seguras e descomplicadas. 

O mercado financeiro sempre foi algo bastante atrativo, inclusive para leigos. Contudo, as suas complexidades sempre foram o principal motivo da desmotivação com investimentos. 

Num contexto de alta informação e com a possibilidade de contar com assessorias que fornecem inteligência estratégica, abriu-se uma nova perspectiva sobre o mercado financeiro: ele é algo tátil e democrático, basta apenas determinar as melhores diretrizes para investir.

O perfil de investidor e como escolher o melhor investimento

O seu perfil de investidor nada mais é do que a sua filosofia de uso do seu dinheiro. Existem pessoas mais comedidas e poupadoras e outras que se empolgam com gastos e apresentam traços de consumismo.

No mercado financeiro a lógica é a mesma. Contudo, em vez de falarmos sobre poupar e economizar, vamos trocar o tema para conservadorismo e risco. 

Isso ocorre porque investir no mercado financeiro demandam algumas escolhas, e a principal delas é sobre as formas de se portar diante dos investimentos. 

Você pode arriscar e ganhar mais em menos tempo ou ser cauteloso e ganhar com menos intensidade e velocidade. Não existe certo ou errado, o que está em jogo aqui é a sua estratégia.

O perfil de investidor é uma reflexão importante para definir quais estratégias de investimento combinam com o seu modo de pensar e com as suas necessidades em termos de ganho. 

Em termos gerais, são definidos 3 perfis para os investidores: 

  1. Conservador;
  2. Moderado;
  3. Arrojado.

1 – Perfil Conservador

Costuma investir sem correr riscos na valorização do dinheiro aplicado. Geralmente, o conservador tem planos determinados para seus recursos e ganhos, como comprar um imóvel, trocar de carro, viajar etc.

A escolha dos investimentos de renda fixa é quase uma via de regra entre os conservadores, que enxergam nesta modalidade de investimento algo simples e com remuneração confortável, sem grandes riscos ou com regras complexas.

2 – Perfil Moderado

São caracterizados pela escolha de investimentos com menor liquidez, tendo em mente que os retornos financeiros dessa modalidade vêm com o tempo (a médio e longo prazo) e com um risco mediano de variações.

O investidor moderado reconhece este risco, sabe que não é dos mais altos, mas faz suas apostas. Contudo, é costumeiro que os moderados também apliquem em investimentos de baixo risco, a fim de garantir liquidez e resgate rápido.

A diversificação é sempre uma atitude recomendada no mercado financeiro. Por isso, é bastante comum encontrar pessoas que são o “meio termo” entre os players que arriscam nos investimentos de renda variável e aqueles que pretendem investir somente em fontes de maior garantia.

3 – Perfil Arrojado

Aqui estão os investidores que não se preocupam com oscilações de preços no curto prazo. O arrojado aceita os riscos das variações e alterações em seu capital investido. Eles enxergam o mercado sempre a longo prazo e ficam sempre antenados para buscar os melhores meios de recuperar suas perdas ou ganhar ainda mais.

Aqui costumam se encaixar os especuladores do mercado de ações, que são os investidores que estão sempre comprando e vendendo papéis de acordo com as flutuações da bolsa e as informações sobre o mercado financeiro e as empresas presentes na Bolsa. 

Os arrojados também investem em opções mais estáveis. Isso porque, para muitos deles, esses investimentos é o que fomentam parte da verba aplicada em outros investimentos de risco.

Além disso, o conhecimento necessário para adotar um perfil arrojado faz com que esse tipo de investidor tenha uma grande pluralidade na sua carteira, a fim de realizar uma especulação grande, mas sem riscos de perder grandes quantias apostando em papéis bem variados.

Eu preciso mesmo arriscar?

O ideal é criar diversos investimentos – uns mais seguros, outros mais arriscados – para ter várias fontes de retorno. Conforme o dinheiro entra, você pode determinar se é hora de arriscar ou se o momento pede cautela.

É aqui que, novamente, fica clara a importância de ter auxílio profissional para acertar em cheio nas suas aplicações. 

Contar com assessoria para investir não é apenas uma forma de obter informações vindas de um profissional que conhece o mercado, mas sim uma atitude prudente para fortalecer seus ganhos e ampliar ainda mais seu domínio sobre as leis que regem o mercado financeiro, especialmente o mercado de capitais e de ações. 

Mas, uma coisa é certa. Quem não arriscar, nunca vai saber quais são os ônus e os bônus dessa estratégia. Contudo, no momento em que você decidir por esse caminho, certifique-se de que você está munido de informações pertinentes e estratégicas para fazer seu dinheiro render. 

A importância de ter acompanhamento adequado para investir bem

Investir com inteligência de mercado é a forma mais segura de obter retorno sobre suas empreitadas no mercado financeiro.

Mesmo que sejam investimentos de rentabilidade variável e que oferecem mais riscos, o ideal é ter compreensão do cenário como forma de direcionar seus esforços para os investimentos que valem a pena.

Mas como executar uma leitura completa do mercado e ainda dar conta de todas as tarefas do cotidiano? O mercado financeiro é reconhecidamente um assunto complexo, cheio de nuances e que passa por alterações minuto a minuto.

Essa foi a razão que motivou a 3P, escritório vinculado a XP Investimentos,  a se posicionar no mercado como uma Assessoria de investimentos. Mais do que apenas executar os investimentos para nossos clientes, a principal atividade envolvida em nossas operações é o acompanhamento aprofundado do mercado.

Somente com um comportamento analítico e crítico sobre a economia mundial e o mercado financeiro é que se torna possível para o investidor tomar decisões estratégicas e precisas para os clientes.

São muitos fatores que devem ser somados aqui:

  • Leitura do cenário macroeconômico;
  • Análise das decisões empresariais e seus impactos sobre as ações;
  • Acompanhamento das decisões do COPOM e Banco Central sobre as taxas de juros;
  • Alinhamento entre as melhores oportunidades e o perfil de investimento.

O fator determinante é a aproximação entre o investidor e uma equipe de especialistas, que compreende o mercado e atua de forma empática com a mentalidade do cliente, oferecendo precisão na formação da carteira de investimentos.

Investir na bolsa é uma tendência no Brasil. Em 2019, somente em janeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo calculou uma entrada de 45 mil novos investidores. Após sofrer uma queda no contingente de investidores entre 2013 e 2016, a Bolsa está se recuperando, sendo que a marca de 1 milhão de investidores já foi ultrapassada.

Além desses fatos, vale ressaltar que, hoje, existem mais investidores brasileiros do que estrangeiros na bolsa, algo que não ocorria desde 2014. 

E uma das razões para essas mudanças está justamente na atividade de assessoria de investimentos, como a realizada pela 3P. A busca por rentabilidade é indissociável da inteligência de mercado.

Em um cenário de muitas incertezas, não há espaço para tiros no escuro. Sua mira deve ser precisa e coerente com seus objetivos. Essa é a forma mais segura de garantir que suas atividades no mercado financeiro sejam feitas com segurança e assertividade.

Os diferenciais da 3P Capital

A 3P Capital é o um escritório de Assessoria de Investimento. Credenciado pela XP Investimentos, a maior e mais completa plataforma digital de Investimentos da América Latina, a 3P Capital permite que os clientes invistam nos diversos produtos financeiros:

  1. Renda Fixa;
  2. Fundos de Investimentos;
  3. Renda Variável;
  4. Derivativos.

Foram criados 5 planos de atendimento para que seja possível abranger investidores com diferentes aportes de capital e perfil. Contudo, em todas as opções, a garantia é de qualidade na leitura no mercado e direcionamento consciente para a formação da sua carteira de investimentos. 

E todos os seus investimentos ficam sobre o seu controle. Por meio da plataforma digital, você tem acesso ao seu portfólio e pode analisar mais de 400 opções de investimento, que ficam todos centralizados em uma única conta. 

A assessoria garantida pela 3P Capital é personalizada, condizente com o seu perfil e alinhada com suas expectativas de ganho.

Ao longo da parceria com investidores, são criados fortes laços de confiança e de troca de conhecimentos, a fim de que essa aproximação traga segurança para o investidor e controle absoluto sobre as aplicações realizadas. 

Se você quer investir, busca segurança e uma assessoria que trabalha com responsabilidade, transparência e adequação ao seu perfil, chegou o momento de descobrir mais sobre a 3P Capital.

O sucesso se constrói em equipe, e você é o verdadeiro protagonista desse time!

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Felipe Chad
Autor

Felipe Chad, CFP®, é o sócio fundador do portal Omeupatrimonio.com.br e da 3P Capital. Tem vários anos de experiência em atendimento a clientes de alta renda e private, além de ser líder de equipe de assessores de investimentos há mais de 10 anos.

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