O interesse em investir tem crescido ano após ano. O motivo parece claro: aplicar sua renda em produtos financeiros é uma ótima alternativa para fazê-lo ter rendimento e, com isso, ficar mais próximo de realizar seus sonhos.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revelou que, em 2019, 64% dos entrevistados tinham interesse em investir em produtos financeiros. Isso representa um aumento de 8% em relação à pesquisa feita pela mesma entidade no ano anterior. 

Na hora de começar a investir, o conhecimento é o seu maior aliado. Para quem tem pretensões de aplicar seu dinheiro, o primeiro diferencial é buscar o máximo de informações a respeito dos diferentes produtos financeiros.Em seguida, vem a importância de planejar corretamente como alocar sua renda, com planejamento, de modo que as opções disponíveis no mercado estejam em harmonia com seus objetivos.

Para isso, nós vamos lhe ajudar a entender o que são produtos financeiros, seus diferentes tipos e como começar a investir

Ficou interessado? Siga a leitura!

Produtos financeiros

De maneira geral, produtos financeiros são a forma pela qual as instituições financeiras, como bancos e corretoras de valores, angariam recursos e fornecem crédito. Diversos produtos financeiros estão disponíveis para serem negociados. 

Confira abaixo quais são os principais.

CDB – Certificado de Depósito Bancário

São títulos emitidos pelos bancos com objetivo de captar de fundos para suas atividades, seja por meio de investimentos de pessoas físicas ou jurídicas.

O CDB possui três categorias. Ele pode ser prefixado, o que significa que sua taxa de rentabilidade é fixa. Pode ser pós-fixado, ou seja, a rentabilidade atrelada à taxa de um indicador, como a Selic ou IPCA, por exemplo. E, por último, a categoria híbrida, onde o rendimento é atrelado a taxa fixa mais a taxa de um indexador, portanto, um misto de pré e pós fixado. Estes títulos são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Debêntures

São títulos de dívida emitidos por empresas S/A não financeiras de capital aberto ou fechado. São, na prática, uma forma direta de empréstimo, de terceiros para uma empresa, ou seja, o investidor se torna um credor. Muitas companhias optam por essa opção para não precisarem recorrer à empréstimos de bancos.

Portanto, ao comprar uma debênture de uma empresa, você está emprestando dinheiro para ela em troca de um retorno com juros. Mas, vale lembrar, esta modalidade não o torna sócio de uma empresa, como é o caso de uma ação.

LCI/LCA

Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio. São títulos emitidos pelas instituições financeiras com finalidade de subsidiar operações imobiliárias e agropecuárias. Estes títulos são cobertos pelo FGC.

É o produto financeiro mais popular. Funciona como depósito com rendimento mensal e liquidez diária (pode ser sacado a qualquer momento). A taxa de rentabilidade é realizada mensalmente, na data de aniversário da aplicação. É um produto coberto pelo FGC, de baixo risco, alta liquidez e baixo rendimento

Sua rentabilidade é a mesma em todos os bancos, pois é uma aplicação regulada pelo Banco Central, que, em 2012, alterou as regras de remuneração da poupança, tornando-a menos rentável e atraente.

Com o recente corte na taxa de juros Selic para 3% ao ano, o rendimento na poupança atingiu seu menor patamar, auferindo hoje rendimentos anuais de apenas 2,1% ao ano.

Títulos Públicos

Assim como no caso das debêntures, títulos públicos são papéis de dívida, emitidos pelo Governo Federal, para financiar as atividades do Estado. No mercado é considerado o ativo de menor risco, visto que tem seu pagamento garantido pelo Tesouro Nacional.

É considerado um investimento de renda fixa, porém sua rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

No caso de um papel com rentabilidade prefixada, o retorno da aplicação é conhecido assim que o título é comprado (se mantido até seu vencimento).

Já em relação a um título pós-fixado, sua rentabilidade estará atrelada a um indexador, como a Selic (taxa básica de juros) ou ao IPCA (inflação).

E por fim a modalidade híbrida, onde o rendimento estará atrelado a uma taxa de juros prefixada + um indexador.

É considerada a aplicação mais procurada hoje entre os investidores mais conservadores, justamente por ser o ativo de maior segurança no mercado financeiro e com taxas de rentabilidade muito mais atrativas que a tradicional poupança.

E como começar a investir em produtos financeiros?

Apesar de parecer complicado, inserir-se no mundo dos investimentos é muito fácil. Para isso, basta que você procure uma instituição financeira ou um profissional de investimentos qualificado, para que possam conversar a respeito dos seus anseios e expectativas futuras em relação aos seus investimentos.

Nesta conversa, é muito importante que o profissional que lhe atenda compreenda muito bem quais são seus objetivos, sua situação financeira, suas condições de renda e seu perfil de investidor. Traçar metas de curto, médio e longo prazo são extremamente essenciais para que se alcance os resultados desejados.

Portanto, antes de investir, não deixe de conversar com um profissional qualificado, como um assessor de investimentos. Com um suporte profissional, suas chances de atingir seus objetivos aumentam, pois você terá ao seu lado pessoas que irão buscar as melhores opções de investimento que estejam de acordo com o seu perfil e que respeitem suas metas e prazos estabelecidos.

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Felipe Chad
Autor

Felipe Chad, CFP®, é o sócio fundador do portal Omeupatrimonio.com.br e da 3P Capital. Tem vários anos de experiência em atendimento a clientes de alta renda e private, além de ser líder de equipe de assessores de investimentos há mais de 10 anos.

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